Natural de Apodi-RN, nascido a 17 de
abril de 1895, filho deCASSIMIRO
FERREIRA PINTOe deVICENCIAGOMES DE OLIVEIRA.foi o mais habilidoso Político do Apodi em todos os
tempos.Foi eleito várias vezes Aos cargos dedeputado estadual e presidente da Intendência Municipal. Foi eleito o
primeiro prefeito Constitucional de Apodi, no dia 2 de setembro de 1928,Tomou
posse no dia lº de janeiro de l926, cujo mandato foi Interrompido em 9 de
outubro de l930, devidoA resolução de
1930.
Era casado com MARIA SALOMÉ DIOGENES
PINTO, com os seguintes filhos: JOÃO PINTO, FRANCISCO FERREIRA PINTO, casado
comIraci Menescal;MARIA DE LOURDES PINTO, casada com Solon
Dantas; e FRANCISCA DIÓGENES, casada com Custódio Dantas da Silva, nascido em 3
de maio de 1915 e, filho deManoel
Custódio Dantas e deFrancisca Diógenes
Dantas
No ano de 1927 foi preso, por um grupo
de Cangaceiros que veio ao Apodi comfinalidade de assassiná-lo, por questões de ordem Política surgidas pela
passagem de um pçeito eleitoral. No mês dejulho de l933 foi Intimado a comparecer à presença dorepresentante do Interventor MÁRIO CÂMARA, em
APODI, BENEDITO SALDANHA para justificar supostas críticas por ele feitas, ao
sistema de Governo que estava sendo adotado no Estado,ficando Preso numa das
celas da cadeia pública de Apodi.
De acordo com o pesquisador Marcos
Pinto o Coronel Chico Pinto era o mais cotado para ser eleito pela Assembleia
Legislativa, como Interventor Federal do Rio Grande do Norte, porém, seus
adversários políticos entre eles: BENEDITO DANTAS SALDANHA, TILON GURGEL DO
AMARAL (07-01-1881 – 23-07-1967) LUIZ LEITE,apoiado pelo Interventor MARIO LEOPOLDO PEREIR DA CÂMARA (03—09-1891 –
31-12-1976) e pelasautoridades
judiciárias:Dr. FELIPE NERI DE BRITO
GUERRA (926-05-1867 – 04-05-1951), HORÁCIO BARRETO PAIVA CAVALCANTI (16-09-1871
– 18-07-1967) e JOSÉ VIEIRA FERNANDES (22-11-1897 – 14-06-1974), com intuito de
impedir a ascensão política do apodiense passarama perseguir severamente,tanto Chico Pinto,
como a própria cidade de Apodi, como por exemplo: a transferência da Comarca
para Caraúbas e terminando com o assassinado de Francisco Ferreira no dia 2 de
maio de 1934
De acordo com o livro do saudoso
Válter Guerra: Francisco Ferreira Pinto era
filho de Casimiro Ferreira Pinto e Vicência Gomes de Oliveira, o mais velho dos
dezoito filhos do casal, Em terras do sítio Merêncio em cujas proximidades
nasceu neste município, no dia 17 de abril de 1895, dedicou-se durante alguns
anos a trabalhos da agricultura, não fugindo á tradição da família, toda ela
ligada á atividades agrículas. Passando algum tempo, ainda jovem, abandonou as
vazantes da lagoa Apodi e as terras do sítio Pequé, onde plantava arroz e
pastorava passarinhos, para se dedicar ao ramo comercial, a convite de
parentes, que desfrutavam de boa situação social, economica e política, em Apodi.
Iniciou como balconista da firma João Jázimo de Oliveira Pinto, para logo
depois passar a sócio, firmando-se mais tarde por conta própria. Nesta
nova atividade prosperor rapidamente, graças á sua extraordinária capacidade de
trabalho, no qual alimentava suas esperanças de realizações, inclusive em
benefício de sua terra. Estimulado pelo seu espírito empreendedor, explorou,
também, o setor industrial, instalando uma usina de beneficiamento de algodão
nesta cidade, de parceria com seu irmão Lucas Pinto, no ano de 1932.
Frequentou a escola do eficiente professor Antônio Laurêncio Dantas, onde
aprendeu noções de português, aritmética, história e geografia, relevando
admirável inteligência. Não teve, entretanto, condições de alcançar estudos de
nível mais elevados, condicionado que estava, á situação econômica do pai,
pequeno agricultor, sem possibilidade de mandá-lo para um centro mais
desenvolvido, onde pudesse aprimorar seu aprendizado. Chico Pinto chegou a
suprir, em parte, essa deficiência, através da leitura, adquirindo bons
conhecimentos, o que lhe proporcionou meios de proveitoso relacionamento com o
mundo social, comercial e político, atividades que abraçou com entusiasmo e
disposição de luta. Como político, influencia do por seu parente e protetor
João Jázimo, tornou-se um altêntico líder do seu povo, a cujos problemas
dedicava grande parte de seu tempo, em busca de solução. Ao assumir uma cadeira
de Deputado Estadual, conseguiu diversos melhoramentos para o município,
inclusive serviço telefônico para a vila Itaú, escolas, campo de aviação para
esta cidade, não tendo sido inaugurado devido a eclosão do movimento
revoluciónario de 1930. Como Prefeito Municipal realizou obras de grande
importância, merecendo destaque a construção do prédio para funcionamento da
Prefeitura, cadeia Pública, criou banda de música, instituiu sociedade
literária, dando-lhe sede própria, além de outros melhoramentos que marcaram
sua ação administrativa em benefício da coletividade, desenvolvida no período
de 1927 a 1930. Herdara o tradicional prestígio da família Pinto,
principalmente legado pela respeitável figura do Coronel Antônio Ferreira
Pinto, exemplo de honradez, dignidade e espírito Público. O Coronel Antônio
Ferreira Pinto foi o mais habilidoso politico do Apodi em todos os tempos. Foi
eleito varias vezes aos cargos de Deputado Estadual e Presidente da Intendência
Municipal, o que atesta seu indiscutível prestígio eleitoral em Apodi, no
Império e na República. Sempre respeitado por correligionário e adversários, o
Coronel Ferreira Pinto soube cultivar um universo de afetivas amizades, ao
longo de sua proveitosa existência, sempre voltada para o bem, o que lhe
assegurava o predomínio no campo das lutas eleitorais, intinerário que trilhou
com segurança até o final de sua carreira política, encerrada com sua morte, em
1909, aos 71 anos de idade.
Ao lado dos amigos, aos quais dedicava
consideração e lealdade, Chico Pinto lutou sem medo, contra os abusos do
interventor eas revolucionárias
instaladas no estado, após o movimento de 1930, enfrentando violências e
perigos de ferrenhos adversários. Sua coragem e seu entusiasmo nas lutas
políticas, contra um sistema de governo autoritário e violento, lhe custaram
sérias, e contundentes perseguições. Conforme foi relatado, Chico Pinto preso,
antes da revolução de 1930, por um grupo de cangaceiros, em maio de 1927, que
aqui veio com a finalidade de assassiná-lo, por questões políticas, surgidas
naquela época. No mês de Julho de 1933, foi intimado a comparecer á presença do
representante do Interventor Mário Câmara, neste município, senhor Benedito
Dantas Saldanha, para justificar supostas críticas por ele feitas ao sistema de
governo que estava sendo adotado no Rio Grande do Norte, fincando preso numa
das selas da cadeia Pública de Apodi. No dia 2 de maio de 1934, foi assassinado
no seu próprio lar, quando se recolhia para dormir. Terminara a costumeira
prosa na calçada de sua residência, onde, todas as noites, reuniam-se
correligionários e amigos de sua intimidade. Nessas ocasiões, como era natural,
predominavam assuntos de natureza políticas. Alguns participantes da habitual
reunião ainda não havia se distanciado muito do local do crime, quando foram
alertados pelo tiro fatal. Ao
retornarem apressadamente a casa do amigo, já o encontraram sem vida, prostrado
ao solo.
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